Gente, tô usando essa postagem para avisar que vou viajar amanhã, dia 18 de Julho, eu volto lá pelo dia 8 ou 9 de Agosto.
Quero também agradecer a quem está lendo o livro e todas as pessoas que elogiaram :D
e agradecer a Mari também que fiz parceria do meu livro com o dela, Descobrindo o amor e a Miih, que me ajudou no capítulo 02.
Beijos gente, até capítulo 05 ;)
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Capítulo 04 - Uma nova aluna porém não um novo colegio
O professor apresentou a nova aluna à sala:
- Gente, essa é a nova aluna que vai estudar na nosa sala, Camila. - Apresentou o professor.
- Professor não seria melhor chamá-la de pele de leite? Acho que não seria tão fácil para os alunos se lembrarem desse nome, Camila, porque afinal, ela é tão insignificante que ninguém mediria esforços para se lembrarem de seu nome.
Camila estava morrendo de vergonha pelo fato de estar lá na frente sendo apresentada aos alunos, ficou mais ainda com os comentários venenosos de Marcele, dava para notar em seus olhos que ela estava quase chorando.
A Camila estava irritando Marcele, ela era meiga, tímida, simpática na medida do possível, cabelos louros e lisos, olhos verdes, bonita e tinha a pele branca e rosada nas buchechas.
Muitos garotos estavam falando com ela, claro, estavam interessados nela.
Marcele não conseguia esconder sua raiva pela garota, teve coragem de parar a aula do professor, caminhar até o fundo da sala e humilhar a garota:
- Escute aqui pele de leite, você não está vendo que está dentro de uma sala de aula e o professor está passando matéria? - Disse Marcele.
Camila não teve coragem de responder, Marcele havia feito uma injustiça, para variar. Não era Camila que estava conversando com os garotos, os garotos puxavam assunto e ela apenas respondia, Marcele sabia disso mas a raiva, a inveja e a maldade não ajudaram a evitar. Marcele já havia até inventado um apelido para Camila, pele de leite e ainda estava só no começo da implicância de Marcele com Camila.
Enquanto o professor passava matéria, Marcele só sabia pensar em maldades, comentários com três litros de veneno dentro para dizer à Camila, e então, finalmente bate o tão esperado sinal do intervalo que Marcele tanto aguardou e planejou para implicar com Camila.
No intervalo os garotos fizeram uma rodinha em volta da Camila, começaram a fazer várias perguntas indiscretas, Marcele percebendo isso, claro que não poderia estar fora da rodinha, então chega Marcele em uma rodinha, cheia de garotos, todos eles param de rir e de falar, eles olham para Marcele esperando para ver o qe fará desta vez:
- Por quê olharam para mim? Continuem, quero ouvir as respostas da pele de leite, ou será que vocês preferem ouvir as minhas perguntas primeiro para o show começar? - Todos deram um sorriso para disfarçar, ninguém respondeu. Camila estava morrendo de medo de que Marcele fizesse alguma coisa com ela e a humilhasse novamente então preferiu sair da rodinha mas Marcele não perdoa nada, puxou o braço de Camila e disse:
- Camila, eu mal cheguei, não decepcione essa multidão, tenho certeza de que todos querem ver o circo pegar fogo. - Disse Marcele em tom irônico.
Realmente, o que era uma rodinha antes, virou uma multidão, todos foram ver o que afinal Marcele estava fazendo numa rodinha como aquela.
- Então pele de leite, eu gostaria de saber, qual o motivo dessa sua pele ser assim, tão branca, será que é porque quando você era bebe você tomou leite até passar do prazo? - Disse Marcele, novamente em tom irônico.
Camila já não aguentava mais essa implicância que Marcele tinha, Camila olhou para todos em sua volta, todos estavam rindo, com exceção dos garotos que estavam interessados nela, que apenas riram para Marcele não reclamar, então Camila caiu no chão, ela haveria desmaiado.
Os amigos de Camila foram acudi-la, Marcele estava preocupada, mas não preocupada com Camila e sim preocupada com o que poderia acontecer com ela se a diretoria descobrisse então ela ameassou:
- Se alguém contar para a diretoria o que aconteceu aqui... - Marcele não completou mas já deu a entender que o resultado seria muito ruim.
- Gente, essa é a nova aluna que vai estudar na nosa sala, Camila. - Apresentou o professor.
- Professor não seria melhor chamá-la de pele de leite? Acho que não seria tão fácil para os alunos se lembrarem desse nome, Camila, porque afinal, ela é tão insignificante que ninguém mediria esforços para se lembrarem de seu nome.
Camila estava morrendo de vergonha pelo fato de estar lá na frente sendo apresentada aos alunos, ficou mais ainda com os comentários venenosos de Marcele, dava para notar em seus olhos que ela estava quase chorando.
A Camila estava irritando Marcele, ela era meiga, tímida, simpática na medida do possível, cabelos louros e lisos, olhos verdes, bonita e tinha a pele branca e rosada nas buchechas.
Muitos garotos estavam falando com ela, claro, estavam interessados nela.
Marcele não conseguia esconder sua raiva pela garota, teve coragem de parar a aula do professor, caminhar até o fundo da sala e humilhar a garota:
- Escute aqui pele de leite, você não está vendo que está dentro de uma sala de aula e o professor está passando matéria? - Disse Marcele.
Camila não teve coragem de responder, Marcele havia feito uma injustiça, para variar. Não era Camila que estava conversando com os garotos, os garotos puxavam assunto e ela apenas respondia, Marcele sabia disso mas a raiva, a inveja e a maldade não ajudaram a evitar. Marcele já havia até inventado um apelido para Camila, pele de leite e ainda estava só no começo da implicância de Marcele com Camila.
Enquanto o professor passava matéria, Marcele só sabia pensar em maldades, comentários com três litros de veneno dentro para dizer à Camila, e então, finalmente bate o tão esperado sinal do intervalo que Marcele tanto aguardou e planejou para implicar com Camila.
No intervalo os garotos fizeram uma rodinha em volta da Camila, começaram a fazer várias perguntas indiscretas, Marcele percebendo isso, claro que não poderia estar fora da rodinha, então chega Marcele em uma rodinha, cheia de garotos, todos eles param de rir e de falar, eles olham para Marcele esperando para ver o qe fará desta vez:
- Por quê olharam para mim? Continuem, quero ouvir as respostas da pele de leite, ou será que vocês preferem ouvir as minhas perguntas primeiro para o show começar? - Todos deram um sorriso para disfarçar, ninguém respondeu. Camila estava morrendo de medo de que Marcele fizesse alguma coisa com ela e a humilhasse novamente então preferiu sair da rodinha mas Marcele não perdoa nada, puxou o braço de Camila e disse:
- Camila, eu mal cheguei, não decepcione essa multidão, tenho certeza de que todos querem ver o circo pegar fogo. - Disse Marcele em tom irônico.
Realmente, o que era uma rodinha antes, virou uma multidão, todos foram ver o que afinal Marcele estava fazendo numa rodinha como aquela.
- Então pele de leite, eu gostaria de saber, qual o motivo dessa sua pele ser assim, tão branca, será que é porque quando você era bebe você tomou leite até passar do prazo? - Disse Marcele, novamente em tom irônico.
Camila já não aguentava mais essa implicância que Marcele tinha, Camila olhou para todos em sua volta, todos estavam rindo, com exceção dos garotos que estavam interessados nela, que apenas riram para Marcele não reclamar, então Camila caiu no chão, ela haveria desmaiado.
Os amigos de Camila foram acudi-la, Marcele estava preocupada, mas não preocupada com Camila e sim preocupada com o que poderia acontecer com ela se a diretoria descobrisse então ela ameassou:
- Se alguém contar para a diretoria o que aconteceu aqui... - Marcele não completou mas já deu a entender que o resultado seria muito ruim.
Capítulo 03 - Uma nova aluna
Catarina hoje levaria Marcele para o colegio mas Marcele não agunetou ficar no carro com uma perua, segundo as decrições que Marcele dá à Catarina. Ao passar dois minutos no carro, ao lado de Catarina, Marcele não aguentou, enquanto o carro andava, tirou o cinto de segurança e abriu a porta, Catarina gritou:
- Mas o quê é isso garota!? Está ficando maluca? - Gritou Catarina sem ao menos parar o carro. - Não Perua! Você se esqueceu de que louca, eu sempre fui - Respondeu Marcele, um pouco distante da janela do carro, com seus cabelos voando e o carro andando.
Catarina nem se preocupou com isso, inclusive, até preferia, sabia que depois era só inventar umas mentiras ao pai de Marcele, Otávio, se fingir de preocupada e dizer que insistiu para Marcele voltar ao carro mas Marcele foi desobediente e não quis voltar.
Ao ir ao colegio, havia uma garota atrás de Marcele, parecia que a garota estava chorando, Marcele conseguiua ouvir o choro da garota, aliás, Marcele estava morrendo de vontade de mandar a garota calar a boca. Enquanto andavam a caminho do colegio, a garota trombou com Marcele sem querer, foi a gota d'agua para Marcele:
- Você não olha por onde anda garota!? Espero que você nunca mais queira trombar comigo! - gritou Marcele, raivosa.
A garota ainda chorando, não conseguia responder direito, estava gaguejando e lhe faltava fôlego:
- Me... me desculpe. - Marcele já havia virado as costas, ouviu, mas não se virou novamente, não respondeu, ignorou. Marcele achava que não voltaria a ver a garota novamente, ela achava que todos de seu colegio, ou pelo menos a maioria, iam de carro para a escola, jamais imaginaria que aquela garota estava indo justo para seu colegio.
Marcele chegou ao colegio suada por ter ido a pé, estranhou ter visto a garota entrar em seu colegio, estava a resposta, a garota estudava no mesmo colegio de Marcele, e Marcele nunca havia a visto por lá, apesar de já ter visto todos daquele colegio, suspeitou então que fosse uma garota nova no colegio. Marcele pensou que provavelmente a garota não devia ser de sua sala, mas já planejava algumas maldades para aprontar com a garota na hora do intervalo.
Marcele subia as escadas e viu que a garota estava segurando um papel e lhe acompanhando, a garota olhava para o papel e para as salas, parecia estar procurando sua sala.
Ao chegar na porta da sala de aula, Marcele parou e a garota estava ao lado dela
- Ah não! Não me diga que estuda nessa sala! - Disse Marcele espantada.
Antes que a garota respondesse Marcele arrancou o papel de sua mão e leu, era justamente 1○ G a sala da nova garota, Marcele ficou inconformada, como podia haver tantas salas naquele colegio e a garota ter parado bem no 1○ G!
- Mas o quê é isso garota!? Está ficando maluca? - Gritou Catarina sem ao menos parar o carro. - Não Perua! Você se esqueceu de que louca, eu sempre fui - Respondeu Marcele, um pouco distante da janela do carro, com seus cabelos voando e o carro andando.
Catarina nem se preocupou com isso, inclusive, até preferia, sabia que depois era só inventar umas mentiras ao pai de Marcele, Otávio, se fingir de preocupada e dizer que insistiu para Marcele voltar ao carro mas Marcele foi desobediente e não quis voltar.
Ao ir ao colegio, havia uma garota atrás de Marcele, parecia que a garota estava chorando, Marcele conseguiua ouvir o choro da garota, aliás, Marcele estava morrendo de vontade de mandar a garota calar a boca. Enquanto andavam a caminho do colegio, a garota trombou com Marcele sem querer, foi a gota d'agua para Marcele:
- Você não olha por onde anda garota!? Espero que você nunca mais queira trombar comigo! - gritou Marcele, raivosa.
A garota ainda chorando, não conseguia responder direito, estava gaguejando e lhe faltava fôlego:
- Me... me desculpe. - Marcele já havia virado as costas, ouviu, mas não se virou novamente, não respondeu, ignorou. Marcele achava que não voltaria a ver a garota novamente, ela achava que todos de seu colegio, ou pelo menos a maioria, iam de carro para a escola, jamais imaginaria que aquela garota estava indo justo para seu colegio.
Marcele chegou ao colegio suada por ter ido a pé, estranhou ter visto a garota entrar em seu colegio, estava a resposta, a garota estudava no mesmo colegio de Marcele, e Marcele nunca havia a visto por lá, apesar de já ter visto todos daquele colegio, suspeitou então que fosse uma garota nova no colegio. Marcele pensou que provavelmente a garota não devia ser de sua sala, mas já planejava algumas maldades para aprontar com a garota na hora do intervalo.
Marcele subia as escadas e viu que a garota estava segurando um papel e lhe acompanhando, a garota olhava para o papel e para as salas, parecia estar procurando sua sala.
Ao chegar na porta da sala de aula, Marcele parou e a garota estava ao lado dela
- Ah não! Não me diga que estuda nessa sala! - Disse Marcele espantada.
Antes que a garota respondesse Marcele arrancou o papel de sua mão e leu, era justamente 1○ G a sala da nova garota, Marcele ficou inconformada, como podia haver tantas salas naquele colegio e a garota ter parado bem no 1○ G!
terça-feira, 14 de julho de 2009
Capítulo 02 - A traição
É realmente muito difícil para Marcele ser uma pessoa com coração, ela acha que pessoas desse tipo já nascem com um coração, no pensamento dela tal tesouro ela não teve o privilégio de receber. Enquanto a bondade é para ela impossível de existir, para outros simplesmente flui de modo natural, sem esforços. A única coisa que flui naturalmente e sem esforços em Marcele é ao contrário da bondade. Marcele não consegue ter sentimentos nem mesmo com quem gosta, ela já chegou a trair sua própria amiga, chegou ao ponto de 'roubar' o namorado de sua amiga, o problema é que ela não se contenta só em trair a própria amiga, para ela não há graça alguma em trair sem a amiga descobrir. Por íncrivel que pareça, sim, ela fez isso, tascou um beijo no rapaz bem na frente da amiga, ao ponto de vista dela isso não é tão cruel assim, tanto que se achasse obviamente não teria feito. Para piorar a situação, ou até mesmo melhorar até o momento, ela pediu desculpas à amiga, disse que o rapaz que havia a beijado. Claro que ela não fez isso por arrependimento, afinal, ela nunca se arrepende de suas maldades, essa é sua diversão, seu hobby; Fez isso para voltar a trair à amiga pois ela já faz muitas maldades com quem não gosta, prefere fazer sequer algumas com supostos amigos. Ela gosta de ver o sofrimento dos outros, não se conforma com a felicidade alheia, ela acha que se os outros tem o direito de ser feliz, ela também deveria ter tal direito, acha injusto, mas quem é ela para achar algo injusto?
sábado, 11 de julho de 2009
Capítulo 01 - Vida quase perfeita.
- Marcelee! Hora de ir a escola, não sou babá de ninguém! - berrava sua madastra, Catarina. - Por mim eu prefiro faltar na aula a ouvir essa voz irritante! Eu sei que você não tem a mínima preocupação comigo! - Pensou Marcele.
Como Marcele sabia que sua madastra só fazia isso a pedidos de seu pai, preferiu ficar um tempo a mais na cama. Sabia que isso deixaria Catarina irritada e além do que não via problema algum em chegar atrasada, inclusive, até preferia, adorava ser o centro das atrações.
Ao descer as escadas, olhou bem no fundo dos olhos de Catarina, olhou com desprezo, nojo, ódio. Preferiu não provoca-la pois sabia que Catarina iria começar e para variar, ela não se enganou: - Garota inútil! - disse Catarina. Marcele não é de levar desaforos para casa, apesar de estar em casa: - Perua! Você não presta! - disse Marcele, as duas com gênio forte, não dava para evitar uma discussão, Catarina continuou: - Pois é, pelo visto não sou muito diferente de você. - Marcele no fundo concordava um pouco com a última frase de Catarina, apesar do ódio que sentia por ela. Preferiu ignorar, desceu os últimos degraus e ao ir para cozinha tomar o café da manhã, trombou propositalmente com Catarina.
Ao chegar na sala de aula, ganhou todos os olhares do momento, sorriu e disse: - Vocês nunca viram a perfeição? Então apreciem. - Conseguia ouvir os coxixos: - Essa garota se acha. - Isso soava como música para seus ouvidos, ela adorava ouvir isso, apesar de não ser novidade, todos os dias ela ouvia esse tipo de coisa. Em quanto na boca dos garotos conseguia ouvir: - Nossa que gata! - Ela adorava causar e nem precisava se esforçar para isso, qualquer frase que saísse de sua boca virava notícia. Ela não tinha muitos sentimentos além do ódio e desprezo por quem ela não gostava e quem ela gostava ela simplesmente não sentia nada. Ela todos os dias fazia alguém chorar de humilhação e alguém babar de admiração. Provocava todos os garotos, desde os mais bonitos e populares até aos mais nerds e babacas, os últimos citados ela só fazia isso para na verdade provocar as namoradas deles, ela sabia que nenhuma delas ousaria dizer um "ai" para a garota mais popular do colégio. Ela magoava muita gente, na vida dela ela nunca teve um exemplo de boa pessoa. Sua mãe, Andreia, morreu quando ela tinha 10 anos de idade, morreu num acidente de carro, após ter bebido e dirigido, sua mãe sempre saia para boates, bebia muito e já tinha até sido presa por beber e dirigir mas seu pai pagou a fiança, a família dela era muito boa financeiramente; Sua madastra, Catarina, não serve nem para mal exemplo, digamos que péssimo exemplo, horrível exemplo, Catarina, uma perua que só se casou com pai de Marcele, Otávio, pelo dinheiro que tinha, já havia feito muito mal para Andreia e já até havia tentado matá-la, as tentativas foram invalidas. Um dos hobbies de Catarina era atormentar Marcele, já havia até tentado mandá-la para um colégio interno, conseguiu, mas o colégio era de freiras, não demorou muito para Marcele ser expulsa de lá; Seu pai, Otávio, era outro que também não servia para exemplo, seu trabalho era corrupto, ele roubava, Marcele nunca soube bem como ele roubava, mas de uma coisa sempre soube, boa coisa ele não era. Ele nunca deu muita atenção para ela, sempre dava qualquer coisa material que ela pedisse porém o mais importante, carinho, ele nunca deu. Marcele não tinha uma estrutura familiar, tinha ausência de carinho em casa e de atenção, por isso ela gostava tanto de chamar atenção na escola, a escola para ela era um lugar muito bom, lá todos notavam a presença dela, ao contrário de em sua casa que a única pessoa que nota sua presença é Catarina e ainda só nota para lhe atormentar, desse modo melhor que nem a notasse.
Como Marcele sabia que sua madastra só fazia isso a pedidos de seu pai, preferiu ficar um tempo a mais na cama. Sabia que isso deixaria Catarina irritada e além do que não via problema algum em chegar atrasada, inclusive, até preferia, adorava ser o centro das atrações.
Ao descer as escadas, olhou bem no fundo dos olhos de Catarina, olhou com desprezo, nojo, ódio. Preferiu não provoca-la pois sabia que Catarina iria começar e para variar, ela não se enganou: - Garota inútil! - disse Catarina. Marcele não é de levar desaforos para casa, apesar de estar em casa: - Perua! Você não presta! - disse Marcele, as duas com gênio forte, não dava para evitar uma discussão, Catarina continuou: - Pois é, pelo visto não sou muito diferente de você. - Marcele no fundo concordava um pouco com a última frase de Catarina, apesar do ódio que sentia por ela. Preferiu ignorar, desceu os últimos degraus e ao ir para cozinha tomar o café da manhã, trombou propositalmente com Catarina.
Ao chegar na sala de aula, ganhou todos os olhares do momento, sorriu e disse: - Vocês nunca viram a perfeição? Então apreciem. - Conseguia ouvir os coxixos: - Essa garota se acha. - Isso soava como música para seus ouvidos, ela adorava ouvir isso, apesar de não ser novidade, todos os dias ela ouvia esse tipo de coisa. Em quanto na boca dos garotos conseguia ouvir: - Nossa que gata! - Ela adorava causar e nem precisava se esforçar para isso, qualquer frase que saísse de sua boca virava notícia. Ela não tinha muitos sentimentos além do ódio e desprezo por quem ela não gostava e quem ela gostava ela simplesmente não sentia nada. Ela todos os dias fazia alguém chorar de humilhação e alguém babar de admiração. Provocava todos os garotos, desde os mais bonitos e populares até aos mais nerds e babacas, os últimos citados ela só fazia isso para na verdade provocar as namoradas deles, ela sabia que nenhuma delas ousaria dizer um "ai" para a garota mais popular do colégio. Ela magoava muita gente, na vida dela ela nunca teve um exemplo de boa pessoa. Sua mãe, Andreia, morreu quando ela tinha 10 anos de idade, morreu num acidente de carro, após ter bebido e dirigido, sua mãe sempre saia para boates, bebia muito e já tinha até sido presa por beber e dirigir mas seu pai pagou a fiança, a família dela era muito boa financeiramente; Sua madastra, Catarina, não serve nem para mal exemplo, digamos que péssimo exemplo, horrível exemplo, Catarina, uma perua que só se casou com pai de Marcele, Otávio, pelo dinheiro que tinha, já havia feito muito mal para Andreia e já até havia tentado matá-la, as tentativas foram invalidas. Um dos hobbies de Catarina era atormentar Marcele, já havia até tentado mandá-la para um colégio interno, conseguiu, mas o colégio era de freiras, não demorou muito para Marcele ser expulsa de lá; Seu pai, Otávio, era outro que também não servia para exemplo, seu trabalho era corrupto, ele roubava, Marcele nunca soube bem como ele roubava, mas de uma coisa sempre soube, boa coisa ele não era. Ele nunca deu muita atenção para ela, sempre dava qualquer coisa material que ela pedisse porém o mais importante, carinho, ele nunca deu. Marcele não tinha uma estrutura familiar, tinha ausência de carinho em casa e de atenção, por isso ela gostava tanto de chamar atenção na escola, a escola para ela era um lugar muito bom, lá todos notavam a presença dela, ao contrário de em sua casa que a única pessoa que nota sua presença é Catarina e ainda só nota para lhe atormentar, desse modo melhor que nem a notasse.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Sinopse
Marcele sempre foi uma garota muito sortuda em relação a sua vida escolar: ficava com os garotos que queria, humilhava as garotas, se quisesse poderia sair gritando pela escola inteira sem ao menos ser chamada de louca ou idiota. Ela era definitivamente popular, não havia uma pessoa naquela escola que não a conhecesse. Porém essa vida boa acaba logo quando seu pai recebe uma proposta de trabalho em outra cidade, ela precisa se mudar da escola e ninguém garante que nessa escola ela continuará sendo tão popular, aliás, ao contrário de tudo o que ela era antes ela passa a ser agora: zoada, humilhada... ela passa a sofrer bullying, sua vida escolar vira uma tristeza, ela prefere nunca pensar no amanhã, não há surpresas nos dias em que estão por vir.
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